|
Projectos » Trabalho e Família |
 |
| Trabalho e Família |
|
| Tipo de projecto |
Projectos já concluidos |
|
|
| Data de inicio |
1997-12-31 |
|
|
|
|
|
|
Objectivos |
 |
|
O projecto "Trabalho e Família", decorreu de Janeiro de 1998 a Março de 2000, no âmbito da iniciativa comunitária Emprego-Eixo NOW (New Opportunities for Women - Novas Oportunidades para as Mulheres, e visou apoiar iniciativas de auto-emprego de mulheres que pretendiam ter o melhor de dois mundos: uma vida profissional bem sucedida e uma vida familiar gratificante.
A criação de modelos empresariais susceptíveis de possibilitar à mulher a conciliação entre as suas vidas familiar e profissional está intimamente ligado com as condicionantes sócio-culturais que informam a sociedade actual.
As Novas Tecnologias da Informação oferecem um leque novo de possibilidades para as mulheres que, não querendo descurar o papel que tradicionalmente lhes é atribuído de mães e responsáveis pela manutenção do lar, pretendem satisfazer também as suas legítimas aspirações profissionais.
Cada vez mais as mulheres enveredam pela vida empresarial da criação do próprio emprego, entre outras razões, como uma forma de manterem uma determinada independência e disponibilidade pessoal que resulta da não obrigatoriedade de cumprimento de horários, entre outras obrigações tradicionalmente aliadas ao trabalho por conta de outrem.
A componente inicial deste projecto de pesquisa e investigação visou exactamente auscultar as áreas de interesse das mulheres que optaram por estas vias por uma carreira profissional e, também conhecer as principais dificuldades, ameaças e oportunidades com que se deparam.
Para tal, como componentes deste projecto encontraram-se a realização de um inquérito de rua às mulheres dos grupos alvo do projecto, Lisboa e Oeiras, que visou exactamente aferir as crenças das mulheres tradicionalmente associadas à criação do próprio emprego e aferir também a importância de que se reveste a conciliação da vida familiar com a profissional e finalmente saber as áreas de negócio que atraem as mulheres.
Realizou-se também um inquérito às mulheres empresárias em Portugal, no sentido de conhecer os percursos das mesmas e deles retirar as devidas ilações com o estudo de casos (boas práticas).
Existiu uma componente do projecto que visou a criação de contactos institucionais com IPSS's, Juntas de Freguesia, Centros de Emprego, Postos de Informação às Mulheres e todas outras entidades consideradas relevantes para o projecto no sentido de recolher informações que decorriam na experiência no terreno destas instituições e que permitiam melhor qualificar e enquadrar a criação de emprego por mulheres.
|
Actividades |
 |
|
O projecto abarcou também, após a fase inicial de pesquisa, o recrutamento e selecção de um grupo de pessoas, que se enquadravam dentro das seguintes características:
- ser mulher;
- com idades compreendidas entre os 20 e 50 anos;
- com encargos familiares;
- possuindo, no mínimo, a Escolaridade Obrigatória;
- e tendo uma ideia ou projecto de negócio, que queiram colocar em prática.
As participantes seleccionadas foram apoiadas pela a ANJAF através de formação, que teve a duração de 252 horas, em horário laboral durante cerca de 2 meses, de apoio técnico/logístico e acompanhamento da iniciativa empresarial de cada formanda durante um ano, através do apoio de consultores da ANJAF e do recurso à utilização de uma mini incubadora de empresas;
A formação em sala, procurou essencialmente dotar as participantes no projecto de conhecimentos necessários para a criação de um negócio próprio, com tudo o que isso implica, em termos jurídicos, tecnológicos, financeiros e humanos. Os conteúdos dos módulos incluem matérias relacionadas com a problemática da mulher e da família na sociedade moderna, a organização e gestão de micro empresas, finanças e contabilidade, novas tecnologias de informação, etc.
O acompanhamento pós-formação teve como objectivo apoiar o arranque e o subsequente desenvolvimento do projecto de negócio de cada formando, tendo como principal objectivo a conciliação entre a vida familiar e profissional das mesmas.
|
Resultados esperados |
 |
|
Parceiros
O projecto transnacional desenvolveu-se através de duas redes de parcerias:
A 1ª Rede ( Parceria WIN) é integrada também:
· pela cooperativa social CRAMARS, sediada em Tolmezzo (Itália) e cujo projecto nacional respeita: á recolha de informação sobre Associações de Mulheres, a nível regional ; á criação de pontos de divulgação de informações relativas aos problemas da Mulher e à igualdade de oportunidades ;à formação de Técnicos destinados ao guarnecimento dos pontos de informação e ao envolvimento em projectos formativos ou de informação sobre a temática dos problemas da Mulher;
· pela Associação sem fins lucrativos ASYL ,de Hildesheim (Alemanha), que tem como principal objectivo do seu projecto, nacional a inserção de mulheres refugiadas e imigrantes no mercado de trabalho. Para este fim é proporcionada ás respectivas Participantes orientação profissional e acompanhamento psico-social bem como uma formação de longa duração incluindo componentes linguísticas, informáticas e de legislação.
A 2ª Rede (Parceria PENÉLOPE) integra também a Autarquia Municipal de Moixent (Espanha) e 7 Municípios vizinhos organizados em rede, cujo projecto nacional tem como principal objectivo formar mulheres, empregadas e desempregadas, em particular para que estas se adequem às Novas Tecnologias. Estas mulheres ficam assim melhor capacitadas para a realização de trabalho dependente ou auto-emprego, no contexto duma área geográfica, periférica em relação a grandes centros urbanos, que vem sofrendo efeitos perversos da mono-indústria instalada.
Para este projecto, foi criada, em 1999, uma incubadora que funcionava como um espaço privilegiado para quem queria iniciar uma actividade empresarial (principalmente as mulheres), já que tinham à sua disposição o equipamento (hardware e software) necessários para começar a trabalhar, sem que isso implicasse os altos custos iniciais que os (as) aspirantes a empresários(as) são normalmente obrigados a acarretar.
Neste espaço, além dos programas "comuns", indispensáveis ao trabalho de qualquer indivíduo, existiam também alguns programas mais específicos para empresas. A ligação à Internet, por outro lado, permitia ligar-se ao resto do mundo e optar pelo tele-trabalho, o que desde logo tornava as deslocações quase desnecessárias, diminuindo consideravelmente os custos.
Actualmente, este espaço já não funciona como incubadora mas sim como Centro de Recursos.
|
|